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sábado, 21 de junho de 2008

Rio Grande ao Amanhecer



Rio Grande ao Amanhecer

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Cais do Porto Velho em Rio Grande, num dia frio de inverno, um pouco antes de iniciar a corrida do Circuito/SESC/Etapa Sul de Minimaratonas. Fazia frio na beira d´água, mas valeu pela beleza do local e poder dividi-lo com o leitor. Foi um dia bom, não só pela beleza do lugar, como por ter completado os 10 km sem grandes sobressaltos, bem de acordo com minha filosofia de "atleta-zen" :-)

Circuito de Minimaratonas do SESC/Etapa Sul



Circuito de Minimaratonas do SESC/Etapa Sul

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Uma semana depois, fui a Rio Grande disputar o Circuito/SESC de Minimaratonas de 10 km. Dessa vez não rolou troféu, mas fiz a minha parte: completei os 10 km e voltei com a medalha de participação.

Corrida da Fenadoce



Corrida da Fenadoce

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Um amigo tirou essa foto logo depois que desci do pódio  da Rústica da Fenadoce. A competição foi realizada sob condições típicas do outono gaúcho, com frio, chuva e nevoeiro que tinha direito. A umidade era tanta que alguns segundos depois da largada eu já estava respirando pela boca, contrariando as recomendações dos atletas mais experientes. Mas depois de oito quilômetros, o prêmio apareceu, como vocês podem ver. Adorei a foto :-)

domingo, 11 de maio de 2008

Cansado dos livros


Tenho um colega de trabalho que também é triatleta. No domingo pedalamos até o Distrito da Cascata, que fica a uns 25 km do centro de Pelotas. A foto mostra a Igreja do Nosso Senhor do Bom Fim. Fazia tanto tempo que não ia lá que nem lembrava dela :-)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Um texto de Fernando Pessoa

Um texto de Shakespeare é um grande sucesso deste blog. Achei ontem este texto de Fernando Pessoa no Orkut de uma amiga e acho que vale a pena dividi-lo. Como sempre, não me responsabilizo pelo conteúdo ou autoria. De todo o jeito, é uma bela lição para a vida.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre de vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa

domingo, 6 de abril de 2008

Domingo quente de outono

Domingo quente de outono! Sem vento. Quase não há umidade. Temperatura de 26º C. Não existe no ar aquela ansiedade por pegar o carro e ir para a praia e meter-se num engarrafamento. Dia perfeito para nadar e correr. Viva a natureza!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Sentir culpa por bobagem é o fim

Aprendi uma lição na minha vida, que anda monótona ultimamente.

Quem lê este blog sabe que o esporte para mim é uma válvula de escape da lentidão, burocracia, ineficiência e sedentarismo do serviço público.

Nesta semana entraram duas tiazinhas na aula de natação. Com toda a dificuldade imposta pela idade, elas estão lá. Boa parte do tempo elas afundam, mesmo usando a prancha e as bóias de flutuação, e ainda assim não perdem o bom humor.

Durante a aula a professora tinha mandado eu nadar de costas, que é muito difícil de se orientar e  saber o que está atrás da nossa cabeça. Numa braçada acertei o traseiro de uma das tiazinhas. Tudo bem que essas trombadas são até comuns durante uma aula de natação, mas fiquei pensando...tinha que ser logo numa das tiazinhas?

Não cheguei a parar depois da malfadada braçada, mas fiquei pensando, cheio de culpa, será que foi descuido? Ou obra do destino? O que vou dizer pra ela agora? De tanto pensar e repensar, esqueci da vida e logo em seguida senti uma coisa dura acertando a cabeça. Era a parede. Tinha esquecido o principal que era cuidar a borda da piscina.

Conclui que sentir culpa pode até paralisar nossa capacidade de raciocínio, ela monopoliza nossos pensamentos e nos impede de ver o que é realmente importante. E quem leva a pior somos nós mesmos. É burrice sentir culpa por algo que foge do nosso controle.

E...pensando melhor, notei que a tiazinha até que estava com uma cara de satisfeita depois da aula ;-)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Férias!

Por motivo de férias, vou deixar de postar no blog até o final do mês. Voltarei pelo dia 28 de fevereiro. Cuidem-se :-)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Resoluções para 2008

Agora lembrei que na passagem de ano as pessoas fazem resoluções. Digo isso, pois esqueci. Estava tão concentrado em iniciar a natação, que esqueci. Passou em branco.

Mas iniciei a natação, depois de muita resistência por parte de mim mesmo. É um excelente exercício aeróbico, mas que exige também muita força física, com impacto nulo para as articulações.

Bem, as resoluções...

Evitar café no horário de trabalho durante o inverno (no verão não consigo beber). Ele me faz perder tempo e prejudica a saúde. Sei que assim o sujeito se torna um pouco anti-social, mas é melhor arranjar um jeito mais saudável de se tornar social. Se é que existe...

Correr e nadar no inverno. Será que consigo? No conforto da academia é fácil manter atividade física. Mas correr ao ar livre com o frio que faz no inverno...pior ainda  será sair de uma piscina aquecida para o ar gelado do inverno. Nem é bom pensar...

Comprar uma bicicleta. Atividade física ao ar livre faz a rinite alérgica dar uma folga.

Estudar mais, mais, mais...

Fazer com que o dia tenha 48 horas :-)

domingo, 23 de dezembro de 2007

Vale a pena sempre dizer a verdade?

Moça recém formada em Direito conta-me, orgulhosa, que fez concurso para servidora do Tribunal Regional Federal da 4º Região e foi aprovada.

Ela perguntou diretamente para mim: "será que vou ser chamada"?

Como macaco velho em matéria de concursos, por experiência própria, sei que com a classificação que ela obteve, dificilmente seria empossada. Então, eu não disse nem que sim, nem que não, dei uma resposta típica de advogado, algo como "tem agora que esperar ser chamada, pois concurso não se faz para passar e sim até passar".

Pensando na resposta, cheguei a conclusão de que não se deve mentir, mas deve-se apenas desviar do assunto para não ser obrigado a falar a verdade.

Em resumo, não minta, apenas desvie o assunto ;-)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Como ficará a saúde sem a CPMF?

O Senado rejeitou a CPMF-Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.

Trata-se de um tributo que, como o nome diz, incide sobre todas as movimentações bancárias, exceto negociação de ações na Bolsa, saques de aposentadorias, seguro-desemprego, salários e transferências entre contas-correntes de mesma titularidade. Para ver mais sobre sua história, criada em 1993, clique aqui.

A CPMF sempre foi polêmica.

Durante os debates acalorados se o governo deveria prorrogar a vigência da CPMF, Osiris Lopes Filho, ex-Secretário da Receita Federal do governo Itamar Franco, afirmou que a CPMF se trata de um tributo de péssima qualidade e que a Receita Federal poderia mudar sua imagem, adotando a de uma galinha, pois a CPMF "bicava" um valor daqui, dali...

Everaldo Maciel, também ex-Secretário da Receita Federal, do governo Fernando Henrique Cardoso, disse que a CPMF é um tributo justo, pois é  quase impossível sua sonegação e quem contribui é uma minoria da população, já que a maioria dos brasileiros não têm renda suficiente para ter uma conta bancária.

Como profissional que atua boa parte do meu tempo no serviço público em questões ligadas à saúde, me causa preocupação o comprometimento das verbas destinadas a este fim.

Muita gente se ilude com o idéia de que pelo fato de não ter resolvido o problema da assistência à saúde, era melhor que acabasse a contribuição, uma vez que foi o principal propósito da criação da CPMF.

Ledo engano. Se as Administrações, em nível municipal, estadual e a União estão com imensas dificuldades para atender a demanda-cada vez maior pelos serviços de saúde, muitas vezes obrigados por liminares judiciais, imagine-se agora sem a CPMF, que arrecadou em 2005, R$ 29,9 bilhões. Até agosto último, a arrecadação da CPMF já rendeu R$ 20,5 bilhões.

Deve ainda ser acrescentado que mesmo os governadores da oposição, que têm a responsabilidade de pagar as contas com fornecedores, funcionários, custeio da máquina administrativa, foram favoráveis à prorrogação da contribuição.

Pior ainda para o Estado do Rio Grande do Sul, governado pela oposição, que sequer está pagando os servidores em dia.

O cenário também ficará incerto para as prefeituras, que muitas penam muito mais ainda para manter os pagamentos em dia. Incluindo-se o pagamento dos funcionários e o atendimento médico à população, que no final das contas, com a descentralização do Sistema Único de Saúde, assumiram toda a responsabilidade pela saúde.

Para não se falar nas liminares judiciais para atender os pedidos de exames, remédios, tratamentos, sob pena de prisão do administrador.

Embora muita gente possa estar comemorando o fim da contribuição, fato é que quem perdeu na verdade foi o país, em especial, as pessoas carentes que dependem da saúde pública, sendo para estas uma questão de vida ou morte.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O Pai mais forte do mundo

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=rPLCaAu_H2U]


Este filme lembrou-me de uma ação na justiça que pedia uma lista enorme de remédios, cânulas, esparadrapo, tubos, gel e alimentos especiais para uma pessoa tetraplégica.

A petição começava assim: "Fulano de Tal, representado por seu pai..." obviamente que pensei que o autor da ação  tratava-se de uma criança, mas prosseguiu assim: "nascido em 1959 e sofre de paralisia cerebral..."

Admirei a fortaleza de espírito de uma pessoa idosa que não apenas cuida, mas também demanda na Justiça em favor de um filho tetraplégico, já de meia-idade.

A melhor sorte do mundo para todos eles, pois merecem, mais que ninguém!

domingo, 7 de outubro de 2007

Hipócrates, o Direito e a Medicina

O CREMERS, sindicado dos médicos do Estado do Rio Grande do Sul, ajuizou uma ação civil pública contra o Município de Pelotas com a intenção de obrigá-lo a internar pacientes oriundos da rede privada de saúde (médicos particulares especialmente) nos hospitais credenciados pelo Sistema Único de Saúde, sem a necessidade de fazer prévia triagem.

Pretendia, ainda, que fosse reconhecido a estes pacientes o direito de fazer o pagamento da "diferença de classe", isto é, o paciente seria internado pelo Sistema Único de Saúde, que é gratuito, por obrigação constitucional, mas o paciente ou a família poderiam pagar certo valor para o sujeito internar-se em acomodações mais confortáveis do hospital.

O processo foi julgado procedente em primeira instância. Em recurso do Município, a sentença foi mantida, mas a decisão não foi unânime. Em novo recurso do Município, foi dado provimento ao recurso, com a obrigação dos pacientes submeterem-se à triagem e a proibição de pagamento da "diferença de classe".

Embora a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região possa parecer antipática para a classe média, deve-se entender que o Sistema Único de Saúde não foi feito para financiar a internação de pessoas que têm recursos para pagar a medicina particular.

Por outro lado, a triagem no hospital é dever de quem administra os recursos públicos, que são escassos e limitados, o que infelizmente poucas pessoas entendem.

Assim, existem dois regimes: o do Sistema Único de Saúde, que é gratuito; e o privado, que é pago, sendo financiado pelo particular ou pela medicina em grupo, tal como a Amil, Golden Cross, Unimed, IPERGS.

É inaceitável permitir o Sistema Único de Saúde financie o tratamento de pessoas que procuram a rede particular de saúde.

O CREMERS alegou que a triagem "ofendia a relação de confiança entre o médico e o paciente, princípio milenar que data da época de Hipócrates".

Reconheça-se que a Grécia antiga trouxe uma valiosa herança para o mundo ocidental.

Mas tenho certeza que naquela época não havia uma Constituição que obrigasse o Estado a tratar da saúde de um país de 150 milhões de pessoas com um orçamento limitado, fornecer remédios cuja dose custa R$ 100.000,00 e houvesse leis que protegiam os sonegadores de impostos.

Com certeza, a medicina e a administração pública nos tempos de Hipócrates eram infinitamente menos complexas que nos tempos atuais.

sábado, 29 de setembro de 2007

"A morte não vem com o diagnóstico"


No final da aula de RPM, a instrutora diz: "o importante é ter saúde, o resto a gente dribla". Na verdade, não prestei atenção, pois não gosto de ouvir clichês.

Então, que tal ouvir do médico que você tem seis meses de vida? E ele diz: "vá para casa e aproveite o tempo que lhe resta com a sua família". Outro clichê...será que é possível viver sem eles?!?

Ao invés de acreditar no que todo mundo diz e ficar em casa esperando pela morte, Jane Tomlinson embarcou numa jornada que inspirou uma nação.

Dois anos depois de ser diagnosticada com câncer terminal ela correu a Maratona de Londres. Três anos depois, quando já deveria ter que comprar seu jazigo, ela pedalou 6.782 km pelos Estados Unidos. Durante o caminho, ela teve que se submeter a duas seções de quimioterapia.

Jane Tomlinson foi inicialmente diagnosticada com câncer em 1990. A mãe de duas crianças, com 26 anos, venceu a primeira batalha contra o câncer depois de cinco anos. Dois anos após, teve outro filho.

Mas no ano de 2000, o câncer retornou. Ao invés de desistir de viver, Jane Tomlinson tornou-se atleta. Motivada pelo fato de que uma pessoa pode manter-se produtiva numa doença terminal e afirmando que "a morte não vem com o prognóstico", competiu em diversas provas como a Maratona de Londres por três vezes; Maratona de Nova York, por mais três vezes; também por três vezes competiu no London Triathlon (num deles, duas semanas antes, estava tão doente que sequer conseguia ingerir a comida) e a incrível prova full Ironman (4km de natação, 180 km de bicicleta e uma maratona inteira).

Uma mulher que sequer era para estar viva, com uma voz fina e meiga, era um dínamo com força espiritual que desafiava qualquer obstáculo colocado na sua frente. Completou o Ford Ironman Florida em 15 horas e 48 minutos.

Durante o evento, uma equipe de filmagem da BBC fez um documentário sobre Jane Tomlinson, levando seus feitos para conhecimento do mundo inteiro.

Os esforços de Jane Tomlinson levantaram milhões de dólares em favor da pesquisa contra o câncer.

Em dois de setembro deste ano, Jane Tomlinson perdeu sua batalha contra o câncer. Gordon Brown, Primeiro-Ministro Britânico, a definiu como um "fascinante espírito".

A direção da prova do Ford Ironman Florida se manifestou: "Jane Tomlinson provou que qualquer coisa é possível. Ela provou que uma pessoa realmente pode fazer a diferença...que uma forte e desafiadora mãe pode inspirar a todos para valorizar o que temos na vida. Estamos orgulhosos em dizer que Jane Tomlinson era uma Ironman".

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A felicidade segundo Sigmund Freud

Afinal, o que é ser feliz?

É casar ou ser solteiro?

Felicidade é ter um carrão importado ou andar de bicicleta?

Ser feliz é morar sozinho ou com os pais?

É ter um emprego ou ser profissional liberal?

Pelo menos  duas vezes por dia estas questões vem a minha cabeça.

Freud sintetizou  estes dilemas e todos os outros possíveis  em apenas duas frases:

"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz."

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Perseverança

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=W8l249bM0FE]

Professor William Douglas, Juiz Federal, conferencista e escritor é uma fonte de inspiração para mim. Inclusive, participo de sua comunidade no Orkut. Na sua obra mais conhecida, "Como Passar em Concursos", ele afirma que seu maior desejo após ser aprovado no concurso de juiz federal era participar de uma maratona. E participou.

Eu prefiro triathlon, como no video acima.

Quem sabe um dia ;-)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Correr é coisa da direita?

Durante a era FHC, cansado dos escândalos de corrupção, eu tinha simpatia pelo PT. Eu era um socialista com os pés no chão, que aceitava a economia de mercado e as diferenças de um regime democrático. Era preciso mudar os costumes políticos do país. Era preciso mudar. Eu era socialista light, mas eu era de esquerda.

Então veio a era Lula e observando o que acontece em volta eu já não tenho mais coragem de dizer que sou de esquerda.

Prosseguindo nesse inútil exercício ideológico, fica a pergunta, sou agora de direita?

Pois bem. Numa recente coluna do Diogo Mainardi, foi divulgado que o jornal francês Libération (assumidamente de esquerda) divulgou que correr é coisa da direita.

Correr é uma atividade associada à iniciativa individual, ao esforço, à busca do sucesso, à superação, coisa típica de um direitista.

Eu amo correr.  Nem que me custe uma dor generalizada entre os joelhos e o pescoço, não admito desistir no meio do caminho. Atingir a chegada é uma sensação indescritível. Minha recompensa que eu mesmo me concedo é uma garrafa de Gatorade.

Chego a conclusão que antes de ser esquerda ou direita, sou apenas normal. O socialismo foi uma fase, mas agora meu negócio é ser saudável.

Ser saudável é um bom negócio para o indivíduo.

Acabo de me denunciar :-)

terça-feira, 3 de julho de 2007

Até para exame de próstata estão recorrendo à Justiça

Pedro, com 60 anos de idade, com dores na barriga, dor ao urinar, constata-se sangue na urina.

Precisa fazer o exame de próstata para saber se existe tumor. Recorre ao SUS (sistema único de saúde) e o exame não é fornecido pela rede pública.

Como sempre acontece, precisou entrar na Justiça para obter o exame.

Até certo ponto pode-se entender a razão por que alguns exames não são fornecidos pelo SUS, pois as algumas doenças são muito raras de ocorrer e o custo da manutenção do serviço não valeria a pena em pequenas cidades. E a essência do serviço de saúde pública é atender o máximo de pessoas com o menor custo possível. É, por exemplo, o que acontece com o exame de cariótipo, que serve para constatar a existência de síndrome de down.

Mas o SUS não oferecer exame de próstata gratuito para quem é pobre, exame obrigatório para todos os homens a partir de uma certa idade, é algo de se deixar doente de raiva!

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Primeira rinite do ano

Maio gelado. Primeira rinite alérgica da temporada. Primeira visita ao médico no ano.

Trata-se na verdade de uma formalidade, já que eu já sei quais são os remédios que ele vai receitar, considerando a freqüência que tenho essas crises. Trata-se mais de um ritual, uma formalidade "burocrática", coisa de funcionário público.

Do mesmo jeito, nestas ocasiões repete-se o ritual  das xingações, lamentos e desânimo por causa da  crise  da rinite. São vários dias que despenca a produtividade.

Mas hoje aconteceu uma coisa diferente. Cheguei caminhando na  clínica e vi um ancião sendo carregado numa ambulância de transporte.

Pensando bem, rinite alérgica não é assim tão ruim. Não há cura para isso, o que se pode fazer é ter vida saudável, se cuidar e aceitar a vida como ela é.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Exemplo de crise na família

O modelo de família está em crise profunda. Hoje presenciei um exemplo eloqüente desta situação.

Estava eu no Fórum sentado, lendo  e aguardando para ser chamado para audiência no Juizado da Infância e da Juventude quando um grupo de pessoas me chamou a atenção.

Era um grupo de pessoas que saiu do Juizado da Infância e da Juventude e parou perto onde eu estava sentado. No meio delas havia um menor de idade, adolescente e algemado. Embora não seja raro de se ver um adolescente ou até mesmo crianças andarem algemadas escoltadas por um agente penitenciário,   nunca vou conseguir me acostumar com essa visão.

Então de repente uma adolescente que estava sentada perto do meu lugar levantou-se e beijou o menor algemado, em seguida uma mulher que parecia ser a avó o abraçou e por fim outra mulher o beijou. Será que era a mãe?

E nada do pai. Foi a visão concreta do que  foi objeto de uma recente pesquisa, que concluiu que 70% dos jovens e crianças que freqüentam as casas de correção nunca conheceram os pais.