Pensamentos de um servidor público que é operador do direito, que gosta de escrever sobre assuntos aleatórios.
domingo, 6 de abril de 2008
Domingo quente de outono
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
O Pai mais forte do mundo
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=rPLCaAu_H2U]
Este filme lembrou-me de uma ação na justiça que pedia uma lista enorme de remédios, cânulas, esparadrapo, tubos, gel e alimentos especiais para uma pessoa tetraplégica.
A petição começava assim: "Fulano de Tal, representado por seu pai..." obviamente que pensei que o autor da ação tratava-se de uma criança, mas prosseguiu assim: "nascido em 1959 e sofre de paralisia cerebral..."
Admirei a fortaleza de espírito de uma pessoa idosa que não apenas cuida, mas também demanda na Justiça em favor de um filho tetraplégico, já de meia-idade.
A melhor sorte do mundo para todos eles, pois merecem, mais que ninguém!
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Correr é coisa da direita?
Então veio a era Lula e observando o que acontece em volta eu já não tenho mais coragem de dizer que sou de esquerda.
Prosseguindo nesse inútil exercício ideológico, fica a pergunta, sou agora de direita?
Pois bem. Numa recente coluna do Diogo Mainardi, foi divulgado que o jornal francês Libération (assumidamente de esquerda) divulgou que correr é coisa da direita.
Correr é uma atividade associada à iniciativa individual, ao esforço, à busca do sucesso, à superação, coisa típica de um direitista.
Eu amo correr. Nem que me custe uma dor generalizada entre os joelhos e o pescoço, não admito desistir no meio do caminho. Atingir a chegada é uma sensação indescritível. Minha recompensa que eu mesmo me concedo é uma garrafa de Gatorade.
Chego a conclusão que antes de ser esquerda ou direita, sou apenas normal. O socialismo foi uma fase, mas agora meu negócio é ser saudável.
Ser saudável é um bom negócio para o indivíduo.
Acabo de me denunciar :-)
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Deu Boca e era para ser mesmo
Maradona
Originally uploaded by r0drig0 FL0res.
Não era para ser mesmo.
Acho que até quem torcia contra o Grêmio sentiu um frio na espinha ao ver a entrada triunfal da equipe no estádio e ouvir o hino nacional ser cantado por 50 mil vozes a plenos pulmões.
Mas foi só.
Ao contrário do Grêmio em Buenos Aires, o Boca não se deixou abater ou vacilar em Porto Alegre. Provou que é uma equipe que tem jogadores experientes e disciplinada taticamente.
Some-se isso ainda a tradição argentina de aliar técnica, força e garra.
E como se ainda fosse pouco, o Boca Juniors tem Riquelme, que se trata de um jogador que parece que prende a bola com um barbante na chuteira.
O futebol brasileiro é pentacampeão e é o melhor do mundo, mas dessa vez não era para ser.
Tirei essa foto perto do Estádio da Bombonera, lugar que praticamente decidiu o título em favor do Boca Juniors.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Visão dos sonhos de um gremista
A luta pelo título de campeão da Libertadores da América terá outra rodada amanhã. Boca Juniors e Grêmio se enfrentarão amanhã no Estádio Olímpico em Porto Alegre para a grande final. O Grêmio terá a difícil obrigação de vencer por 4 a 0 ou, na pior das hipóteses, fazer 3 a 0 e levar o jogo para a prorrogação. O desejo de revanche não é só pelo resultado negativo que a equipe gaúcha obteve em Buenos Aires, ao perder de 3 a 0, no Estádio da Bombonera, mas também pelos atos de vandalismo praticados pela torcida local. Já prevendo confusão, será acionado um monumental esquema de segurança. Ônibus argentino que cruze a fronteira do Brasil, por exemplo, só vai poder levar argentino que tiver ingresso para assistir ao jogo. Se não tiver, terá que voltar. Por outro lado, noticia-se milhares de argentinos que moram em Santa Catarina, principalmente no norte, prometem invadir o Estado do Rio Grande do Sul para torcer pelo Boca. O aparato de segurança vai ter que ser comparável com Bagdad para segurar os ânimos. Boa sorte para o Brasil, boa sorte para o Grêmio, e desejo que o Boca fique como as moçoilas da foto para facilitar as coisas :-)
domingo, 27 de maio de 2007
Copa de 1978
A situação da Argentina durante a Copa de 1978 podia ser resumida numa frase: em campo, tinha o matador Mário Kempes; fora do campo, tinha outro matador: Jorge Rafael Videla, presidente de fato, conhecido por suas violações aos direitos humanos.
Argentina e Peru foi talvez o mais controvertido jogo da história, com suspeitas de que houve favorecimento do jogo pró-Argentina.
Suspeita-se do goleiro Quiroga, argentino de nascimento, nacionalizado peruano. Também suspeita-se um zagueiro peruano, que algumas semanas depois da Copa assinou contrato com o clube argentino, o Velez Sarsfield.
No campo político-diplomático, também houve movimentos pouco usuais, com a visita inesperada do presidente Jorge Videla à equipe Argentina. E ainda antes do jogo, mais inesperado ainda, houve a visita de Henry Kissinger, conhecido diplomata americano.
Depois da Copa, houve uma doação de trigo do governo argentino ao Peru.
Deve ser anotado ainda que sem dúvida nenhuma a conquista da Copa representou uma sobrevida ao regime militar, sufocado, para variar, com a hiperinflação, desemprego e desprezo pelas liberdades individuais.
Deu tudo no History Channel, que dedicou a esse jogo boa parte do tempo destinado à história da Copa do Mundo de 1978.
Não dá para dizer que a Argentina foi campeã apenas por que houve um acerto no jogo contra o Peru, pois tinha uma boa equipe e jogava com o apoio de sua fanática torcida. Mas tinha também alguns defeitos, pois a defesa falhava com freqüência, o que era compensado por ataque muito forte. Talvez tivesse o mesmo nível da seleção brasileira.
Assim, a suspeita sempre ficará no ar. De qualquer sorte, isso faz 28 anos, se houve justiça ou não, é sempre bom lembrar, como dizia Eduardo Couture, "confia no tempo como substituto bondoso para a justiça."
O que só não dá mesmo para perdoar foram as violações aos direitos humanos.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Futebol às 22 hs no inverno
O horário é pouco usual para o torcedor brasileiro, acostumado com os horários mais esdrúxulos que se pode imaginar. Mas o motivo é simples. Com o jogo marcado para às 19:30, a temperatura não está tão baixa, é possível sair do trabalho, chegar ao estádio, ver o jogo e retornar para casa num horário civilizado, especialmente para quem tem obrigações familiares e trabalhar no outro dia.
Agora no Brasil, como quem manda é a aquela poderosa emissora de TV, que dá prioridade à outra paixão nacional, o futebol tem que esperar pela novela acabar. Esperar que o torcedor vá ao estádio, no frio do inverno, iniciar o jogo perto das 22 horas e obrigar o público a chegar em casa perto da meia-noite e tendo que trabalhar no outro dia é um atentado ao bom-senso.
Era para se aplicar o Código de Proteção e Defesa do Consumidor em quem promove jogo às 22 horas.
Futebol às 22:00 horas é uma maldade com o torcedor.
domingo, 8 de abril de 2007
Correndo na chuva
Num dia nublado, com vento e chuva, resolvi correr. Iria tentar correr 9600 metros em 55 minutos. "Tentar" por que não sabia se ia conseguir. São seis voltas na pista ao todo.
Se não fossem pelas poças d´água que se formaram ao longo de todo o percurso a pista estava razoavelmente bem preservada, apesar da chuva intensa que caiu no dia anterior.
Entretanto, com uns dez minutos de corrida começou a chover e ventar forte. Até para ver ficava difícil. Pensei comigo: "assim não vai dar". Mas continuei a correr, afinal não tinha escolha, uma vez que meu carro estava muito longe. "Quem sabe melhora", pensei.
Não muito tempo depois a chuva e a ventania foi acalmando e decidi continuar.
Lá pelas tantas, o cordão do tênis desamarrou e tive que parar para amarrar. Essas paradas são péssimas, porque parece que o sangue vai todo para a cabeça e tem-se uma sensação de desânimo quando se volta a correr. Logo em seguida, desamarrou de novo..."será mesmo que vai dar?" Segue a corrida.
"O jeito é ligar o piloto automático e seguir em frente, "quem sabe as coisas melhoram mais adiante"? Não, não melhoraram, o prendedor do mp3 se soltou e tive que parar de novo para acertar o botão para fechar a entrada. Prossigo.
Passei por gente má que estava de carro e não dava preferência para quem está correndo, passei por gente boa que me incentivava a continuar correndo.
Finalmente, entrei na última volta, está no fim, mais 10 minutos e termina tudo. E foi o que aconteceu. Os últimos dez minutos foram tranqüilos.
A vida é assim, o importante é ter objetivos e fazer o possível para alcançá-los. Se eu desistisse de correr no primeiro obstáculo que enfrentei não teria assunto para escrever hoje. Uma Feliz Páscoa para todos! :-)
domingo, 17 de dezembro de 2006
Nosso planeta também é vermelho
Porto Alegre não é tão charmosa quanto Barcelona, o Estádio Beira-Rio não é tão bonito quanto o Nou Camp e Fernandão não ganha tanto quanto Ronaldinho, mas quando o mundo elegeu o Barcelona como favorito para vencer o mundial interclubes, esqueceu que futebol ganha-se no campo.
De fato, como toda final, foi um jogo nervoso. Qualquer dos dois times poderia vencer. Mas os deuses do futebol estavam a favor da nação colorada. Quem não se preocupou ao ver Alexandre Pato saindo de campo contundido? Quem não se desesperou ver Fernandão sendo substituído pelo desconhecido Adriano?
Pois justamente quando se achava que o jogo teria um final dramático para o Internacional, com os dois melhores jogadores fora do campo, aconteceu o gol, aos 36 do segundo tempo, marcado justamente por Adriano.
Gol no momento certo. O poderoso Barcelona não tinha mais como reagir.
Em 1983, ao comemorar o título do Grêmio, no Rio Grande do Sul, parafraseando o astronauta Yuri Gagarin se dizia: "A Terra é azul". Vinte e três anos depois, nosso Estado pode dizer agora: "A Terra é também o planeta vermelho."
quinta-feira, 17 de agosto de 2006
E deu Inter!
O placar de 2 a 2 favoreceu o time gaúcho, que venceu a primeira partida em São Paulo.
O impressionante foi que os dois jogos das finais foram muito parecidos, marcados pela técnica apurada e pela vontade dos times em disputar as divididas em todas as partes do campo, algumas das quais resultaram em cartão amarelo.
Como bem colocou Cléber Machado, da Rede Globo, foi uma pena que apenas um dos times tinha que ser campeão, uma vez que ambos mereciam por tudo que provaram na competição e nas duas partidas finais.
Mas foi melhor que tenha o título ficado no Rio Grande do Sul.
A final da libertadores foi uma prova de que um time pode ter técnica e ao mesmo tempo garra para vencer, o que é a combinação ideal no futebol.
Foi bom que Dunga tenha assistido ao jogo.
segunda-feira, 10 de julho de 2006
Três lições que aprendi da copa do mundo
2-Genealidade individual não compensa mediocridade coletiva;
3-Num ato impensado põe-se tudo a perder.
domingo, 9 de julho de 2006
Itália é tetra
PICT1907 (17)
Originally uploaded by photo_phil.
À sua maneira, a Itália foi campeã. Como previsto, correu muito, se defendeu como pode e atacou quando deixaram. Foi uma terrível injustiça para a França, que buscou a vitória do início ao fim, mesmo jogando com um a menos, após a expulsão estúpida de Zidane. Para o bem do futebol, a França merecia o título. Não foi como eu esperava. Não foi como eu queria. Parabéns à Itália.
sábado, 8 de julho de 2006
Gajos de Felipão de parabéns
Portugal
Originally uploaded by thus_spoke_ghafoori.
Numa partida aberta, sem o medo de tomar gols, perder e voltar para casa que dá a tônica dos jogos da copa do mundo a partir das oitavas de final, Portugal e Alemanha fizeram um jogo bom de se assistir. Deu Alemanha, 3 a 1, com dois golaços de Schweinsteiger. O primeiro gol de Schweinsteiger me pareceu que o chute era defensável, embora não tenha sido frango. Portugal, por sua vez, foi valente e mesmo perdendo de três a zero lutou até o fim, sendo recompensado pelo gol de Nuno Gomes. Portugal foi um belo exemplo do quanto que a dedicação e o espírito de equipe de um time pode levar.
Não dá nem pra ficar com ciúmes
France:Portugal 1:0
Originally uploaded by kompot.photo.
Estávamos mal acostumados. Desde 1994, há mais de dez anos, disputamos todas as finais da copa do mundo. Menores de 16 anos nunca viram o Brasil voltar para casa mais cedo numa copa do mundo. Sei o quanto que isso dói, porque lembro de 1982, quando nosso time foi também considerado imbatível. Mas em 1982 aconteceu uma injustiça, porque jogamos bem. Em 2006 perdemos porque tínhamos que perder, uma vez que jogamos mal. Com dor de cotovelo, os alemães vão torcer pela França. Estão assim visto que jogaram uma partida muito disputada com a Itália e poderiam sair vencedores. Agora, nós e a França, quem merecia ganhar? Perdemos, porque merecemos. Não há do que reclamar do azar, que tantas vezes decide no futebol. Não dá nem para secar.
quarta-feira, 5 de julho de 2006
Klose ou Ronaldinho?
Todos por Portugal
terça-feira, 4 de julho de 2006
Avanti Itália!
segunda-feira, 3 de julho de 2006
Dias de ressaca
domingo, 2 de julho de 2006
Pena Brutal
Volta às origens
Com o Brasil fora da copa, resta ao Rio Grande do Sul se voltar às origens. Portugal, Alemanha e Itália representam a origem dos antepassados da maioria esmagadora da população gaúcha. Mas para quem não está com dor de cotovelo, não liga para a tradição familiar e gosta do bom futebol, a torcida pela França é obrigatória. Link da foto.