domingo, 1 de julho de 2007

Até os códigos viraram brindes

Eu já me acostumei com o comércio informal de canetas, água mineral e "promoters" de cursos jurídicos distribuindo material de propaganda de cursos jurídicos na frente do local onde é realizado um concurso.

Mas hoje, numa manhã gélida em Porto Alegre, vi uma algo diferente do que normalmente aparece na frente de um prédio onde é realizado um concurso.

Uma moça me deu uma...sacola! Obviamente que nela estava escrito o nome de um famoso curso preparatório para concurso. Abri a sacola e tinha um código!

Verdade que o código era de fevereiro de 2006, que o torna pouco útil para estudar para os concursos, mas nem por isso ele deixará de ser útil no lugar onde trabalho :-)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Burocracia demais no JEC

Bicicleta de um aluno de uma escola municipal foi furtada de uma escola do município. O caso foi parar no Juizado Especial Cível Estadual (JEC), ou, como se dizia antigamente "Juizado das Pequenas Causas", iniciativa que o Estado do Rio Grande do Sul foi pioneiro.

Mas hoje tive uma experiência decepcionante com o JEC.

Por uma razão prática, para evitar perda de tempo e desperdício de material, o processo poderia ser encerrado no momento que foi feita a reclamação  no Juizado Especial Cível Estadual, uma vez que ele é incompetente para julgar causas que envolvam a Fazenda Pública.

Mas não foi. O Município teve que comparecer à audiência de conciliação, presidida por um estudante de direito. Argumentei com o conciliador que o educandário onde foi furtada a bicicleta era escola municipal e requeri a extinção do processo.

Sem sucesso. Ao invés de extinguir o processo, foi marcada nova audiência, onde terei que repetir o pedido de incompetência do Juizado Especial Cível.

Foi solicitado pelo conciliador para que eu juntasse procuração e carta de preposto da escola. Como eu tinha certeza que o processo seria extinto não levei nenhum documento comigo. Mostrei então minha carteira da ordem para que o conciliador não começasse a achar que eu era um picareta qualquer.

Mas faltava ainda a carta de preposto (e eu achava que o processo ia ser extinto...). Já conformado com a situação, pedi prazo para juntar a carta de preposto. Ele deu o prazo de três dias. Sorri e disse que 3 dias era um prazo muito pequeno para a administração pública. Ele concordou e deu 5 dias. Foi minha única vitória na audiência.

Não tenho nada contra o fato de estudantes de direito serem conciliadores no Juizado Especial Cível. Mas eles devem ser devidamente orientados por profissionais concursados, pois se continuar desse jeito, o Juizado Especial Cível poderá se tornar mais demorado e caro que a própria justiça comum.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Microsoft Works...

Decidi encomendar meu novo PC sem o Microsoft Office. Nem quis saber a diferença de preço, caso eu quisesse o MS Office no sistema. Mas certamete seria algumas centenas de reais a mais no preço, no mínimo.

De qualquer jeito, o PC veio com o Microsoft Works, um programa que vem com processador de texto, planilha de cálculo e outros aplicativos similares ao MS Office.

Testei hoje o processador de texto do Microsoft Works e ao tentar colar um texto de 4 folhas veio a seguinte mensagem, mais ou menos neste sentido: "o conteúdo do texto excede o tamanho permitido para colar no MS Works, tente reduzir o tamanho da seleção e em seguida tente novamente".

Ora Dona Microsoft...mais uma vez tentando passar uma perna de anão no  consumidor? Isto é um desculpa para vender o MS Office, que custa os olhos da cara?

O curioso é que colei o mesmo texto no Notepad sem problema algum, apesar de ser um programa infinitamente com menos recursos que qualquer processador de textos.

Viva o OpenOffice, que é gratuito (não é pirata) e faz tudo o que o MS Office faz :-)

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Dilema dos colegas difíceis

Há  pessoas no ambiente de trabalho que são anormalmente quietas, desconfiadas, inseguras, pessimistas e que aparentam uma extrema insegurança para lidar com os problemas e conflitos que surgem no ambiente de trabalho.

Por sua vez, os colegas tendem a se afastar, o que só piora a situação.

Agora, devo admitir, não os culpo por se afastar, porque a convivência com este tipo de pessoa é extremamente difícil. Neste post, recebo pelo menos um relato por semana de pessoas que são ou foram obrigadas a viver com pessoas com problemas psicológicos (psicopatas). Alguns comentários são de cortar o coração.

Estou percebendo isso no trabalho, claro que isso não se compara com  àquelas pessoas que tem pessoas assim na família, pois se convive muito menos com um colega de trabalho do que com um filho ou esposa, mas, ainda assim, acontecem situações que são complicadas de se lidar.

Por exemplo, convidar para almoçar durante o expediente ou não? Caso se convide, é muito provável que se possa se transformar numa vítima desses predadores psicológicos, mesmo quando a intenção seja ajudar. Pessimismo, dúvidas, insegurança são coisas facilmente dissemináveis e logo uma série de sentimentos negativos passarão a tomar conta. E no fim se pensa: "eu que só queria almoçar..."

Óbvio que se não convidar essa pessoa problemática nada disso vai acontecer, mas ficará a sensação de que algo poderia ser feito para ajudar.

Nunca encontrei uma resposta a esse dilema.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Custo Brasil e o português

Tramitam milhões de processos administrativos pelas repartições públicas diariamente. Por mais que se advogue a idéia do 'estado mínimo', o volume não pára de aumentar.

Em nível municipal os processos podem ser tão singelos quanto  o pedido de corte de uma árvore até processos de concorrência  de alta complexidade.

Não é raro que após o processo aguardar semanas para ser analisado ser necessário fazer a devolução porque não se consegue entender o que o particular está escrevendo, que torna impossível a análise dos fatos narrados, muitas vezes colocados de forma contraditória. Não se trata de problemas de ortografia, e sim de problema de concatenação de idéias, o que é pior.

Ocorrendo isso, o único jeito é devolver o processo e passar para o próximo.

O português, segundo Camões, é uma língua inculta e bela. Talvez traiçoeira às vezes. De vez em quando me pergunto quanto que custa em termos do nosso PIB (produto interno bruto) uma educação deficiente da língua portuguesa, pois ela atrasa projetos de investimentos e causa demora nas licitações, só para dar dois exemplos singelos.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Deu Boca e era para ser mesmo



Maradona

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Não era para ser mesmo.
Acho que até quem torcia contra o Grêmio sentiu um frio na espinha ao ver a entrada triunfal da equipe no estádio e ouvir o hino nacional ser cantado por 50 mil vozes a plenos pulmões.
Mas foi só.
Ao contrário do Grêmio em Buenos Aires, o Boca não se deixou abater ou vacilar em Porto Alegre. Provou que é uma equipe que tem jogadores experientes e disciplinada taticamente.
Some-se isso ainda a tradição argentina de aliar técnica, força e garra.
E como se ainda fosse pouco, o Boca Juniors tem Riquelme, que se trata de um jogador que parece que prende a bola com um barbante na chuteira.
O futebol brasileiro é pentacampeão e é o melhor do mundo, mas dessa vez não era para ser.
Tirei essa foto perto do Estádio da Bombonera, lugar que praticamente decidiu o título em favor do Boca Juniors.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Visão dos sonhos de um gremista


A luta pelo título de campeão da Libertadores da América terá outra rodada amanhã. Boca Juniors e Grêmio se enfrentarão amanhã no Estádio Olímpico em Porto Alegre para a grande final. O Grêmio terá a difícil obrigação de vencer por 4 a 0 ou, na pior das hipóteses, fazer 3 a 0 e levar o jogo para a prorrogação. O desejo de revanche não é só pelo resultado negativo que a equipe gaúcha  obteve em Buenos Aires, ao perder de 3 a 0, no Estádio da Bombonera, mas também pelos atos de vandalismo praticados pela torcida local. Já prevendo confusão, será acionado um monumental esquema de segurança. Ônibus argentino  que cruze a fronteira do Brasil, por exemplo, só vai poder levar argentino que tiver ingresso para assistir ao jogo. Se não tiver, terá que voltar. Por outro lado, noticia-se milhares de argentinos que moram em Santa Catarina, principalmente no norte, prometem invadir o Estado do Rio Grande do Sul para torcer pelo Boca. O aparato de segurança vai ter que ser  comparável com Bagdad para segurar os ânimos. Boa sorte para o Brasil, boa sorte para o Grêmio, e desejo que o Boca fique como as moçoilas da foto para facilitar as coisas :-)