Pensamentos de um servidor público que é operador do direito, que gosta de escrever sobre assuntos aleatórios.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Riscos do populismo
O povão gosta de um líder inspirado e carismático. Enquanto tudo vai bem, enquanto as coisas dão certo, uma liderança pessoal e amada pelo povo é sempre uma maravilha. Mas, como todos sabem, as pessoas não são eternas, não importa se alguns destes líderes populistas mandam mumificar seus corpos. Assim, com o desaparecimento destes líderes, como ficam as instituições democráticas? O jornalista Eduardo Van der Kooy, do jornal argentino Clarín, escreveu após o falecimento do ex-presidente argentino Nestor Kirschner: "Un país que parece condenado a vivir entre la tragedia y el drama”.
domingo, 24 de outubro de 2010
Pedagogia do fracasso
Se as coisas não estão indo bem na sua vida, se você acumula vários fracassos, vale aprender a lição. Veja este vídeo. Vale a pena!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
A onda verde foi só modismo
Onda verde só não basta. É moderno. É chique. É importante. Mas não basta.
Marina é uma pessoa cuja trajetória de vida merece a admiração e o respeito de todos. De fato, não é simples uma pessoa se alfabetizar aos quinze anos, começar a trabalhar como doméstica e eleger-se Senadora da República. Marina, sem dúvida, é uma Vencedora.
Acontece que é impossível deixar de reconhecer que as verdadeiras forças políticas nacionais resume-se ao PSDB e ao PT. Os outros partidos foram diminuindo de tamanho à medida que passaram a defender interesses paroquiais, fisiológicos e corporativistas.
Realmente, é impossível de deixar de concluir que o voto na Marina foi da classe média que encantou-se com sua educação, elegância e à preocupação com o meio-ambiente, dando um aspecto moderno às suas vagas propostas.
Mas em termos práticos e realistas, é totalmente inviável conceder a administração do país a um partido nanico, cheio de gente folclórica, oportunista e sem nenhuma estrutura.
Com efeito, a eleição começou agora e os debates obrigatoriamente abrangerão temas muito mais indigestos, como reforma tributária, reforma política, papel do Banco Central, saúde, educação, assuntos que não entusiasmaram os que aderiram à “onda verde”, e querendo ou não terão que optar por Serra ou Dilma.
O Brasil merecia mesmo o segundo turno.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Caso Roriz: é a Constituição, idiota
A solução para o julgamento do ex-governador Joaquim Roriz é muito simples. A votação pela inconstitucionalidade da Lei da Ficha Limpa não alcançou a maioria, visto que houve empate de cinco votos a cinco no Supremo Tribunal Federal. Por sua vez, a Constituição Federal exige que para uma lei seja declarada inconstitucional, a maioria dos votos do tribunal deve manifestar-se neste sentido. Não alcançada a maioria, como no caso presente, segue valendo a Lei da Ficha Limpa.
Basta aplicar a Constituição. Ou não?
Basta aplicar a Constituição. Ou não?
Origem da palavra candidato
Acompanhei algumas partes o voto de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal que votou a ação do ex-Governador Joaquim Roriz. Foram votos longos, prolixos, cheios de divagações a ponto do ouvinte perder a linha de raciocínio. Em suma algo extremamente tedioso.
Mas uma das poucas partes que me chamaram a atenção foi o fato que um dos ministros lembrou que a origem da palavra candidato tem o significado de cândido, honesto, puro...Cruzes! A que ponto chegou a política!
Mas uma das poucas partes que me chamaram a atenção foi o fato que um dos ministros lembrou que a origem da palavra candidato tem o significado de cândido, honesto, puro...Cruzes! A que ponto chegou a política!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Campanha eleitoral é de doer!
Campanha eleitoral é coisa triste mesmo.
De um lado, vê-se casos evidentes de conhecidos candidatos recebendo "doações" de "simpatizantes", cuja contrapartida será cobrada mais adiante. Por outro lado, desconhecidos candidatos que apelam para o patético, o inusitado, na esperança de chamar a atenção do eleitoral. Hoje vi um cartaz de um sujeito candidato a deputado que dizia: "ajude a eleger nosso Obama!".
Isso sem falar nos desempregados que fazem bandeiraços e os carros de som que tumultuam o trânsito e infernizam a vida das pessoas.
De um lado, vê-se casos evidentes de conhecidos candidatos recebendo "doações" de "simpatizantes", cuja contrapartida será cobrada mais adiante. Por outro lado, desconhecidos candidatos que apelam para o patético, o inusitado, na esperança de chamar a atenção do eleitoral. Hoje vi um cartaz de um sujeito candidato a deputado que dizia: "ajude a eleger nosso Obama!".
Isso sem falar nos desempregados que fazem bandeiraços e os carros de som que tumultuam o trânsito e infernizam a vida das pessoas.
domingo, 19 de setembro de 2010
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