Pensamentos de um servidor público que é operador do direito, que gosta de escrever sobre assuntos aleatórios.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Minha aposta
Pelo discurso do Ministro César Peluso, Cesare Battisti já pode ir arrumando as malas. Deu a entender que o decreto que anulou a decisão do STF era ilegal.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Coisas do trânsito
O sujeito aí da frente, ao transportar um enorme volume de carga, preocupou-se com sua segurança ao colocar a placa de pare na traseira. Convenhamos, acho que nem precisava!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Cinismo e hipocrisia na demissão de Luís Carlos Prates da RBS
O polêmico jornalista gaúcho, Luís Carlos Prates, da RBS e colunista do Diário Catarinense, foi demitido após 23 anos de trabalho no grupo de comunicação.
Segundo os comentários da blogosfera, a razão teria sido um comentário na TV, considerado preconceituoso contra os pobres.
Na matéria, comentando o rotineiro massacre nas estradas, Prates afirma que "qualquer miserável pode ter um carro", o que causou indignação de parte da mídia.
A situação lembra quando fui fazer minha primeira CNH e um candidato tinha dificuldade de assinar o nome. A servidora perguntou ao sujeito se era analfabeto, mas ele não admitiu, afirmou que "tinha dificuldade". Foi mandado pra casa para treinar a assinatura, sendo esclarecido pela funcionária que qualquer pessoa que pretendia dirigir deveria ter um mínimo de noção de escrita. Nada mais que o óbvio, diga-se de passagem.
Fiquei pensando no que ia dar se liberam um sujeito desses nas ruas sem saber sequer o que dizem as placas de trânsito...
E o mais incrível é que nenhuma voz deteve-se no conteúdo verdadeiro do comentário que era sobre os mortos no trânsito.
Realmente, nossa sociedade tolera muito bem o sofrimento, a dor, a destruição de famílias causadas pelo trânsito, mas não perdoa quem tem uma opinião diferente, que possa desagradar um ou outro ouvinde.
De fato, o conteúdo dos comentários de Prates, num país de que todos os valores são, digamos, "relativos", que quase sempre contrariavam a opinião comum, o jornalista colocava-se numa posição desconfortável em relação à opinião pública.
Embora eu não concordava com suas opiniões a respeito do regime militar e às vezes seus argumentos eram fortes demais, eu achava suas ideias bastante sensatas quanto ao trabalho, casamento, família, educação, autoestima, poupança, respeito às mulheres e às leis. Valores que no país do jeitinho e da Lei de Gérson são bastante relativos, pois o que conta é o individualismo.
Por fim, tenho certeza que não demitido pelo "preconceito" no seu comentário. Acontece que a mídia do Grupo RBS é fortemente patrocinado por revendedoras de automóveis, e qualquer comentário contrário a quem vive além das suas posses, muitos andando com seus carrões por aí, poderia causar prejuízo ao grupo econômico.
O Diário Catarinense comunicou que o espaço de Prates será substituído pela coluna "Cadeira de Praia".
De fato, Prates era muito melhor que isso.
Acabo de deletar o link do Diário Catarinense.
Segundo os comentários da blogosfera, a razão teria sido um comentário na TV, considerado preconceituoso contra os pobres.
Na matéria, comentando o rotineiro massacre nas estradas, Prates afirma que "qualquer miserável pode ter um carro", o que causou indignação de parte da mídia.
A situação lembra quando fui fazer minha primeira CNH e um candidato tinha dificuldade de assinar o nome. A servidora perguntou ao sujeito se era analfabeto, mas ele não admitiu, afirmou que "tinha dificuldade". Foi mandado pra casa para treinar a assinatura, sendo esclarecido pela funcionária que qualquer pessoa que pretendia dirigir deveria ter um mínimo de noção de escrita. Nada mais que o óbvio, diga-se de passagem.
Fiquei pensando no que ia dar se liberam um sujeito desses nas ruas sem saber sequer o que dizem as placas de trânsito...
E o mais incrível é que nenhuma voz deteve-se no conteúdo verdadeiro do comentário que era sobre os mortos no trânsito.
Realmente, nossa sociedade tolera muito bem o sofrimento, a dor, a destruição de famílias causadas pelo trânsito, mas não perdoa quem tem uma opinião diferente, que possa desagradar um ou outro ouvinde.
De fato, o conteúdo dos comentários de Prates, num país de que todos os valores são, digamos, "relativos", que quase sempre contrariavam a opinião comum, o jornalista colocava-se numa posição desconfortável em relação à opinião pública.
Embora eu não concordava com suas opiniões a respeito do regime militar e às vezes seus argumentos eram fortes demais, eu achava suas ideias bastante sensatas quanto ao trabalho, casamento, família, educação, autoestima, poupança, respeito às mulheres e às leis. Valores que no país do jeitinho e da Lei de Gérson são bastante relativos, pois o que conta é o individualismo.
Por fim, tenho certeza que não demitido pelo "preconceito" no seu comentário. Acontece que a mídia do Grupo RBS é fortemente patrocinado por revendedoras de automóveis, e qualquer comentário contrário a quem vive além das suas posses, muitos andando com seus carrões por aí, poderia causar prejuízo ao grupo econômico.
O Diário Catarinense comunicou que o espaço de Prates será substituído pela coluna "Cadeira de Praia".
De fato, Prates era muito melhor que isso.
Acabo de deletar o link do Diário Catarinense.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Lá e cá
As enchentes na Austrália mataram 20 pessoas, enquanto que na região serrana do Rio de Janeiro vitimaram 400, e segue aumentando. Nos telejornais, as imagens de multidões de pessoas em frente ao IML de Nova Friburgo eram de quebrar o coração.
Trata-se de uma eloquente mostra da diferença entre o primeiro e o terceiro mundo.
ps-as notícias estão correndo o mundo, que atribuem a tragédia a "frágil infraestrutura".
E vamos ter Copa e Olimpíada.
Trata-se de uma eloquente mostra da diferença entre o primeiro e o terceiro mundo.
ps-as notícias estão correndo o mundo, que atribuem a tragédia a "frágil infraestrutura".
E vamos ter Copa e Olimpíada.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Não se vive só de boas intenções
A exemplo do primeiro pronunciamento do Ex-Presidente Lula no seu discurso de posse, há oito anos atrás, quando naquela ocasião disse que não iria descansar "enquanto todos os brasileiros possam comer um prato de comida três vezes por dia", uma das primeiras ações do governo Dilma foi lançar um PAC contra a miséria.
Apesar das boas intenções de ambos na crença da mão pesada do estado em reduzir a miséria, a melhor política contra a fome é a educação e o compromisso sincero com a estabilidade da economia.
Fora isso, pouco o governo tem a fazer tanto por quem não possui nada.
Apesar das boas intenções de ambos na crença da mão pesada do estado em reduzir a miséria, a melhor política contra a fome é a educação e o compromisso sincero com a estabilidade da economia.
Fora isso, pouco o governo tem a fazer tanto por quem não possui nada.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Círculo vicioso do crime organizado
Neste artigo há uma demonstração como a bandidagem perpetua a pobreza. Com o crime organizado tomando conta de uma comunidade as pessoas sentem medo de legalizar seu ganha-pão, o que impedem de ter acesso ao crédito e as garantias da previdência social. Do jeito que as coisas estão só mesmo tratamento de choque é possível romper este círculo vicioso, tal como se viu no Complexo do Alemão.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Até onde vai minha paciência...
Em alguns dias eu chego a receber umas 5 mensagens de uma operadora de telefonia móvel chamada "TIMganei". Sem solicitar, é óbvio. Não são mensagens importantes, é óbvio. As mensagens são cobradas, é óbvio!
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